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abr 13

Dorothea Lange: Imagens do cárcere

Aos pés da Serra Nevada, no Vale Owens, na Califórnia, fica Manzanar, o mais conhecido dos dez campos de concentração para onde foram arrastados mais de 110 mil imigrantes japoneses e norte-americanos de ascendência japonesa, durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, Manzanar é tombado como Sítio Histórico Nacional pelo Serviço de Parques Nacionais dos Estados Unidos. Foi lá que a fotógrafa americana Dorothea Lange registrou, silenciosamente, a vida destes prisioneiros de guerra, e que hoje acabaram se tornando um registro histórico de grande importância.

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Dorothea Margaretta Nutzhorn era filha de imigrantes alemães, e nasceu em 26 de Maio de 1895, na cidade de Hoboken, New Jersey, nos EUA. Devido a uma paralisia infantil, ficou com uma deficiência crônica numa das pernas. Essa limitação a deixou mais sensível com o sofrimento alheio, tema de uma boa parte de seus trabalhos, que percorreram também pelas imagens captadas dos pobres e habitantes rurais americanos, resultado da crise na década de 30.

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Na fotografia iniciou autodidata, com o incentivo de profissionais como Arnold Genthe, que a presenteou com a primeira máquina fotográfica. Depois, cursou fotografia na Columbia University.

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Depois de formada, muda-se para São Francisco, em 1918 e inicia-se como freelancer, montando o seu próprio estúdio em Berkeley. Com o seu futuro marido, Paul Taylor, percorreu durante os anos ’30, 22 Estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, capturando imagens sobre o impacto da Grande Depressão na vida rural.

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Este trabalho rendeu-lhe uma bolsa Guggenheim em 1941, mas a Segunda Guerra Mundial trouxe uma ruptura e um redirecionamento na sua carreira. Entre 1942 e 1945 passou a documentar a comunidade japonesa forçada a viver em campos de concentração na Califórnia.

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Após a Segunda Guerra ela ainda integrou a equipe da revista Life. Morreu em 1965, vítima de câncer, alguns dias antes da retrospectiva de sua obra, realizada no Museu de Arte Moderna de Nova York.

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Dorothea Lange será sempre lembrada  pela seu “documentarismo social”. Suas fotografias, sem técnicas esmeradas, contêm um forte apelo da intuição. No caso das imagens dos imigrantes japoneses, fica o registro eterno da dignidade, pelo semblante altivo dos prisioneiros, trajando a melhor roupa que possuíam, à espera da liberdade, que para alguns, infelizmente, não chegou.

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Sugestão de tema e inspiração recebida de Charles Marques.

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3 Responses to Dorothea Lange: Imagens do cárcere

  1. inez pereira da luz disse:

    grande Dorothea Lange

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